Elegância não é regra. É apenas uma possibilidade.
- Daniela Mansur

- 15 de jan.
- 3 min de leitura
Nos últimos anos, tenho observado um movimento que me preocupa dentro do universo da imagem: a ideia de que existe um jeito “correto” de se vestir — e que esse jeito atende pelo nome de elegância.
Essa elegância, quase sempre, vem embalada no mesmo pacote:
cabelo impecável, maquiagem perfeita, procedimentos estéticos visíveis, roupas alinhadas a um padrão específico, bolsas e sapatos caros, marcas reconhecíveis.
Como se isso fosse o destino final de toda pessoa que decide cuidar da própria imagem.
Mas não é.
Quando a elegância vira imposição
O problema não está na elegância em si. Ela é linda, potente e faz sentido para muitas pessoas. O problema começa quando ela é vendida como única alternativa válida.
Quando profissionais de imagem — especialmente aqueles com grande alcance e autoridade — comunicam que vestir-se bem é, necessariamente, vestir-se de forma elegante, eles excluem mais pessoas do que incluem.
Excluem estilos de vida.
Excluem rotinas.
Excluem corpos.
Excluem culturas, religiões, identidades e contextos sociais.
E estamos em 2026.Seguir defendendo um único padrão de vestir é, no mínimo, desatualizado.
Existem muitas belezas — não apenas uma
A verdade é simples: toda tribo tem sua beleza.






Existe beleza:
no streetwear
no visual esportivo
no boho, no hippie, no alternativo
na moda modesta
no criativo
no funcional
no casual bem resolvido
O que muda não é o valor — é a linguagem visual.
A pergunta nunca deveria ser “isso é elegante?”
Mas sim: “isso está coerente com quem essa pessoa é, vive e precisa comunicar?”
Vestir-se bem não é vestir-se igual
Quando todo mundo é conduzido para o mesmo lugar, a imagem deixa de ser expressão e vira padronização.
Imagem não é sobre encaixar pessoas em moldes prontos.
É sobre ler, entender e traduzir identidades.
Na minha prática profissional, não existe um resultado único a ser perseguido.
Existe diagnóstico. Existe escuta. Existe estratégia.
Eu considero:
personalidade
rotina
gostos reais (não aspiracionais)
tribos às quais a pessoa pertence
contexto cultural, social e profissional
universo visual
A partir disso, constrói-se uma imagem coerente — não um disfarce elegante.
Autoridade não mora num terno (nem num salto)
Tenho muitos clientes homens que não usam terno — e ainda assim comunicam autoridade, presença e credibilidade.
Assim como tenho muitas mulheres que não usam salto alto — e não perdem nada por isso.
Autoridade não está na peça.
Está na coerência.
Quando a imagem respeita quem a pessoa é, ela sustenta qualquer mensagem: liderança, criatividade, confiança, espiritualidade, técnica, acolhimento.
O contrário também é verdadeiro: quando a imagem aprisiona, ela cansa, esgota e distancia.
Questionar a ditadura do vestir também é responsabilidade profissional
Quem trabalha com imagem não é apenas um prestador de serviço.
É um porta-voz.
Por isso, precisamos nos perguntar constantemente:
quem esse discurso inclui?
quem ele exclui?
a serviço de quem esse padrão está?
Defender apenas um jeito de vestir é perpetuar uma ditadura estética que já não responde às complexidades do mundo — nem das pessoas.
Imagem como liberdade, não como prisão
Cuidar da imagem não é sobre alcançar um ideal inalcançável.
É sobre harmonizar as muitas belezas que existem — inclusive a sua.
Imagem não deveria aprisionar.
Deveria libertar.
E vestir-se bem não é vestir-se de forma elegante.
É vestir-se de forma verdadeira, estratégica e coerente com quem você é.
Quer uma imagem que represente quem você é — e não um padrão?
Se você sente que os discursos sobre “elegância” não te representam, talvez o problema não esteja em você, mas no modelo que tentaram te vender.
Na minha consultoria de imagem, não existe um resultado estético único a ser alcançado.
Existe leitura, escuta e estratégia.
Eu analiso sua personalidade, sua rotina, seus gostos reais, os ambientes que você frequenta e as tribos às quais você pertence — para construir uma imagem coerente, funcional e verdadeira.
Sem amarras.
Sem ditaduras estéticas.
Sem fantasias de elegância que não cabem na sua vida.
👉 Se você quer uma imagem que comunique quem você é hoje, entre em contato e conheça minha abordagem


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